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Curso Avançado de SwáSthya Yôga

quinta-feira, 23 de outubro de 2008



Neste ano de 2009 iniciamos uma nova oportunidade para você aprimorar ainda mais suas práticas. Trata-se do Curso Avançado de SwáSthya Yôga, um curso de aprofundamento na parte teórica, técnica e comportamental do Yôga antigo. Este curso é parte integrante da Formação Profissional, no entanto é direcionado a qualquer praticante que queira se aprofundar no universo de conhecimento do Yôga ou mesmo melhorar suas práticas. Somente o segundo módulo é voltado exclusivamente aos que pretendem se tornar instrutores.

ESTRUTURA DO CURSO

O PRIMEIRO MÓDULO:

O primeiro módulo tem a duração de 8 meses, com aproximadamente 90 horas aulas, ministradas quinzenalmente aos sábados das 15 horas às 19 horas, nas quais serão abordados temas como; Mudrá, Pújá, Mantra, Pránáyáma, Kriyá, Ásana, Yôganidra, Samyama, Origens do Yôga antigo, o SwáSthya Yôga, Yôga Clássico, Chakras, Nadís, Kundaliní, Método DeRose de Yôga Avançado, Tantra, Sámkhya, Sânscrito, Ética e Comportamento, Coreografias e muito mais. Sempre com o intuito de levar o aluno a vivenciar de maneira plena e consciente a prática do Yôga antigo.

O SEGUNDO MÓDULO:

Este é o modulo profissionalizante, direcionado a preparar o aluno para as provas nas Federações de Yôga. Tem uma duração de 4 meses , sendo aulas quinzenais aos sábados das 15hs às 19hs. Está contido neste módulo: Administração participativa; Funcionamento das escolas; Didática de aula; Formas de aulas regulares; Aulas de Pré-Yôga; Preparação para provas na Federação; Monografia e outros.

PALESTRA INAUGURAL GRATUITA
No dia 31 de Janeiro (sábado) faremos uma palestra inaugural as 15 horas, na qual você conhecerá melhor a estrutura do curso e poderá retirar todas as suas dúvidas.

Caso deseje participar você pode também marcar uma entrevista com o seu instrutor para retirar suas dúvidas.

Esperamos que você participe e possa se aprofundar mais neste fascinante universo do Yôga.

Pedro Carrer

Uma Profissão com Charme e Glamour


INSTRUTOR DE SWÁSTHYA YÔGA
UMA PROFISSÃO COM CHARME E GLAMOUR


Texto extraído do livro: Quando é preciso ser forte – Mestre DeROSE

Ainda bem que não parei de lecionar como pretendia em 1973,pois logo começaria a me convencer de que a nossa é uma das melhores profissões do mundo.Primeiro sendo instrutor de Yôga, você não precisa ser empregado de ninguém, pode ser autônomo e profissional liberal, escolhe seu horário de trabalho, tipo de público com o qual quer trabalhar e determina até quando deseja ganhar.

Mas, evidentemente, não se deve escolher uma profissão só pelo seu potencial de remuneração.Devem-se pesar outros fatores.Na nossa, trabalhamos com um público selecionado, educado, bonito, inteligente e de elevado nível sócio-cultural. Trabalhamos parte do tempo com o corpo e parte com a cabeça. Há estímulos constantes à criatividade. Há liberdade de pensamento e de ação. Contamos com um elemento moral muito forte,que é o fato de você saber que está sendo útil às pessoas.Há a gratificação de sentirmos que aquelas pessoas serão para sempre nossas amigas e que não nos esquecerão jamais.Creditamos a nosso favor a alegria de, após alguns anos de trabalho, poder olhar para trás com satisfação e ver que não passamos pela vida em vão.

Realmente, não se compara com nenhuma outra profissão em que você só trabalhe por dinheiro, mas da qual não se orgulhe ou na qual não veja muito sentido. Isso, somado ao fato de que o mercado de trabalho para as demais profissões está saturado e para a nossa, pelo contrário, está em ascensão, explica o motivo de tantos profissionais de nível universitário trocarem suas profissões pela nossa: abandonarem carreiras de engenharia, arquitetura, direito, medicina, psicologia, etc., e torna-se instrutores de Yôga a tempo integral.
Com a estrutura de credenciamento desenvolvida a partir de 1975 pela União Nacional de Yôga, o trabalho dos instrutores passou a ser realizado com muito mais facilidade, já que todos podiam recorrer a uma consultoria abalizada, receber orientação e know-how nos setores mais críticos, justamente nos quais os outros fazem segredo. Podendo contar com uma verdadeira confraria de apoio recíproco, o instrutor recém-formado já começa a trabalhar num ambiente propício e cheio de amigos sinceros. Trabalhar na Uni-Yôga é ideal para quem gosta de viajar bastante pelo nosso e por outros países.

Saiba mais sobre a nossa profissão, leia o livro Quando é Preciso ser forte – Mestre DeRose. Se desejar conhecer mais sobre esta fascinante opção profissional converse com o seu instrutor e peça orientações sobre o curso de Yôga Avançado.

Afinal, o que é o Yôga?

quarta-feira, 24 de setembro de 2008



O que vem a sua cabeça quando você pensa em yôga? Se você é como a maioria das pessoas imaginará uma velhinha sentada “meditando”, ou algo parado em que se paga para ficar deitado ouvindo musiquinha de água e a voz mansa de uma senhorinha, enquanto você quase dorme.
Infelizmente essa imagem ficou impregnada na cabeça das pessoas graças ao péssimo trabalho desenvolvido por ensinantes leigos durante vários anos dentro do Brasil. São pessoas que travaram contato com a filosofia do Yôga por alguns meses e se julgaram aptos a saírem ensinando. O que fazer para conseguir alunos? Vender o que eles querem comprar? “Se quiserem relaxamento vamos vender, se quiserem terapia hormonal também temos” e por ai vai. Já percebeu que este mesmo fenômeno vem acontecendo com várias outras atividades, tais como a dança, a capoeira e até mesmo com as modalidades de ginástica dentro das academias? A cada dia se inventa uma mudança, misturam duas ou mais, utilizam conceitos e técnicas de uma modalidade na outra, simplificam para satisfazer o cliente e por ai vai. O difícil é encontrar a identidade definida e concreta de cada modalidade. Não estou questionando a necessidade de variações mais simples para iniciantes, e sim o ato compulsivo por criar coisas novas, misturando o que já existe. Um exemplo: Do Yôga surgiu o Pilates, criado por um alemão, com o intuito de desenvolver uma técnica para aprimoramento do corpo e promover uma forma de fisioterapia. Ele desenvolveu todo um sistema, com regras e formas, enfim, pesquisou e criou uma metologia completa. Embora tenha baseado-se no Yôga ele criou algo novo e por isso deu um nome diferente para o seu filho. O que ele inventou era verdadeiramente novo, não era Yôga, não era filosofia, não tem proposta mais ampla do que apenas o próprio corpo. Até ai, ainda vai, se ele criou, que ele dê um nome próprio e não use um nome conhecido apenas para que possa “vender o seu peixe”. No entanto há pouco tempo surgiu uma adaptação chamada Yôgilates . Pasme. Isso mesmo, eles misturaram o Pilates, que surgiu do Yôga com o próprio Yôga novamente. E o que é isso? Sei lá. Nem quem criou sabe. Mas uma coisa sabemos, não é Yôga e não é Pilates, logo não tem os mesmos objetivos que nenhum deles. Não se tem uma comprovação se funciona, se faz bem ou mal a saúde. É apenas algo para o consumismo.
Voltando ao nosso assunto principal. Isso que você imagina não é Yôga, não tem nada a ver com o Yôga. Isso mesmo, você foi enganado. Pior, foi enganado por quem deveria lhe esclarecer. Para completar, esta imagem ficou tão gravada na cabeça das pessoas que os professores que tentam preservar a essência do Yôga tem que lutar muito para conseguir mostrar o que realmente é o Yôga.
Toda vez que falamos com um jornalista interessado em escrever sobre o Yôga, invariavelmente temos um trabalhão para mostrar a ele o que fazemos e como fazemos. A maioria vem com o paradigma vendido por anos a fim dentro do Brasil. Alguns percebem o quanto estavam enganados e por fim escrevem uma boa reportagem. Algo que realmente contribua para o esclarecimento da opinião pública. O duro são aqueles que se condicionam aos velhos paradigmas e por mais que converse com um instrutor formado pela Universidade de Yôga e reconhecido pela União Internacional de Yôga acham que sabem mais e escrevem o que querem.
Então, se Yôga não é nada do que você imaginava, o que é?
O Yôga surgiu a mais de 5000 anos em uma região ao noroeste da atual Índia, foi criado por um povo admirável denominado de Drávida. Daí já tiramos três conclusões;
1) Se surgiu tanto tempo e até hoje existe e vem sendo transmitido de geração em geração, significa que deve ser algo bom, se não fosse já não existiria mais.
2) Deve ser uma das profissões mais antigas, pois sempre existiu um Mestre e um discípulo para que fosse perpetuado. Sempre houveram pessoas que se dedicavam horas para conhecer e transmitir esta herança milenar. Professores que viviam exclusivamente deste nobre magistério.
3) Era voltado para um público jovem. Afinal, qual era a expectativa de vida a quinhentos anos? E a dois mil anos? E a cinco mil anos? Então, os que praticavam eram pessoas jovens.
Uma perguntinha só. Será que naquela época criaram algo tão completo só para diminuir o stress? Ou será que foi para fazer terapia hormonal? Interessante pensar nisso. Você verá que não faz sentido as adaptações que vemos por ai.
O Yôga surgiu muito antes de se formalizar a atual civilização hindu. Por isso, embora tenha passado a fazer parte da cultura do Hinduísmo, não pertence a ela. O Yôga foi incorporado pelos hindus e a partir deles preservado para o resto do mundo. Mesmo assim é importante lembrar que o Yôga absorvido pelos hindus, já era um produto arianizado, ou seja, havia sofrido algumas adaptações pela civilização que invadira a região a mais de 1.500 a.C. Esta civilização fundamentou o movimento cultural chamado Vedismo, que depois se transformou em Brahmanismo e por fim se transformou no Hinduísmo. Muitos elementos desta cultura são baseados na cultura pré-ariana, ou seja, na cultura dravídica. O Yôga é um desses elementos.
O Yôga surgiu como uma forma de ampliar as capacidades humanas. Tanto que Shiva, o criador do Yôga, entra para mitologia com várias facetas, entre elas a de Natarája (Rei do Bailarinos), Pashupatê ( Senhor dos animais), Shankara ( sábio meditante), Rudrá( o destruidor – aquele que destrói para renovar), Gangádhara ( o portador do Ganga – rio sagrado na Índia). Observe que todas elas exaltando um potencial dinâmico, forte dotado de energia e sabedoria. Em toda as literaturas mais antigas o Yôga sempre foi associados com estes três conceitos: força, poder e energia. Algo muito diferente da visão ocidental deturpada.
Muitas definições foram dadas ao Yôga, algumas delas muito pertinentes e que podem contribuir bastante para entender um pouco mais do que seja o Yôga. Uma das mais antigas definições foi amplamente difundida por Patáñjali em seu livro Yôga Sutra. Digo que foi amplamente difundida por ele, pois ele apenas copiou uma definição que já era existente nas Upanishads ( textos antigos da Índia). A definição é:
Yôgash chitta vrtti nirôdhah.
1 4 3 2
Existem muitas traduções e interpretações desta frase, a mais clara é :
Yôga é a supressão da instabilidade da consciência.
1 2 3 4

Esta definição é bastante sintética e abrange a verdadeira essência do Yôga. Yôga é um método para que se cesse o turbilhão dos pensamentos e permita assim a consciência fluir por outro canal, que não o mental. Logo o objetivo do Yôga é a mudança da amplitude de nossa consciência.
O Mestre DeRose ( codificador mundial do SwáSthya Yôga, o Yôga antigo) tem uma definição que explica ainda mais o que é o Yôga:

Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi.
Esta definição é ótima, pois ela abrange ainda mais sobre a essência do Yôga. Primeiro diz que o Yôga pode ser qualquer coisa e então segue definindo limites. Qualquer método, desde que seja prático, ou seja, teoria não é Yôga. Teoria é área das filosofias teóricas, no caso do Yôga mais antigo é o Sámkhya (filosofia especulativa de características naturalistas). Yôga é a prática, é fazer. Para encerrar deixa claro qual o objetivo de qualquer tipo de Yôga, o Samádhi. Samádhi é um estado de consciência, de hiper-consciência. Samádhi não tem uma tradução exata mais pode ser entendido como um estado de auto-conhecimento ou mega-lucidez.
É importante perceber que as duas definições são amplamente compatíveis. Quando se cessa a instabilidade da consciência ( Patáñjali) significa que ela se tornou estável, pura, enfim, está em samádhi.
Estas duas definições marcam a proposta final do Yôga, a meta de nossa filosofia. No entanto para se chegar até lá, uma série de transformações e evolução pessoal ocorrerá.
Estas modificações pessoais são muito importantes. Elas ocorrem em virtude do praticante estar se dedicando a realizar técnicas que atuam sobre o corpo físico, sobre a energia e a vitalidade, estimulam a respiração, refina as emoções, elucida os pensamentos, enfim, mexem com toda a estrutura humana aprimorando sobremaneira a qualidade de vida.
Desde as primeiras práticas e cada vez mais o praticante percebe estas modificações. Todos se admiram com elas, mas apenas alguns decidem se dedicar ainda mais e incorporam o verdadeiro Yôga em sua vida diária. São estes que invariavelmente colherão mais intensamente os aclamados benefícios do Yôga. Assimilam tais benefícios, não pela expectativa de te-los, mas como conseqüência de estarem se dedicando com a finco ao verdadeiro Yôga.
O sentido real do Yôga é percebido quando se começa a incorporá-lo na vida diária. É neste momento que se percebe o quanto as técnicas ampliam seus horizontes de poder, intensifica a saúde e prepara as emoções e a mente para o dia a dia. Ai, com certeza uma série de mudanças ocorrem, mudanças para melhor. Mudanças na maneira de se comportar, de sentir, de pensar, de se relacionar com outras pessoas, mudança na alimentação, nos hábitos e em tudo o mais. É este aprimoramento humano o verdadeiro sentido do Yôga. É esta evolução pessoal a essência do Yôga.
Toda esta mudança, claro, não é algo imposto. É o resultado de uma maior percepção de seu corpo, de uma maior lucidez de sua mente e emoções. Elas ocorrem como resultado natural de se estar dedicando a se conhecer cada dia mais.
Como havia dito, todos se admiram com o Yôga, mas apenas alguns escolhem por incorporá-lo em sua totalidade. Outros apenas optam por executar suas técnicas algumas vezes na semana e se contentam com a sensível melhoria na qualidade de vida.
O mais importante é ter claro para você duas coisas:
1) É necessário fazer uma escolha consciente. Você esta praticando objetivando apenas pequenos benefícios em sua vida? Espera aprender a respirar melhor, trabalhar o corpo e descontrair, mas sem pretender modificações reais? Seu desejo é apenas ter no Yôga um meio para suprir seu emocional que clama por mais qualidade de vida e assim seguir praticando apenas o suficiente para suprimir o déficit energético causado pelos esforços diários?
Ou você deseja ainda mais? Deseja melhorar a qualidade de vida de verdade? Quer se dedicar a ser uma pessoa mais saudável, mais descontraída, mais realizada, enfim mais feliz?
É preciso ter claro isso em sua mente. Você pode escolher se dedicar mais a si mesmo através do Yôga e conseqüentemente colher muito mais ou apenas praticar por praticar.
2) De qualquer forma, o Yôga vai mexer com você. Vai mexer com sua vida diária, com sua saúde, com o seu emocional. Em menor ou maior grau, dependendo do seu empenho, o Yôga irá transformar sua vida. Transformar para melhor.
Agora que você já entendeu um pouco mais do que realmente é o Yôga, dá para entender o quanto as variações que se encontra por ai são simplórias. Simplificar esta nobre arte para apenas um único beneficio é deixar de desfrutar de um banquete para se contentar com as migalhas que caem de baixo da mesa.
No próximo texto vamos conversar sobre o mais antigo tipo de Yôga que existe, o Dakshinacharatántrika-NíríshwaraSámkhya Yôga. Este tipo de Yôga foi resgatado no século passado pelo Mestre DeROSE, que o codificou com o nome de SwáSthya Yôga e este constitui o Yôga mais completo do mundo. Em uma só aula do SwáSthya temos elementos de todos os demais tipos de Yôga.

Diferenças do Pré-Yôga e o SwáSthya Yôga

segunda-feira, 15 de setembro de 2008



Pré-Yôga é um método introdutório ao SwáSthya Yôga. Consiste em um conjunto de técnicas orgânicas que visam preparar o praticante para o empuxo evolutivo que ocorrerá na etapa seguinte.
Composto de técnicas tais como: técnicas corporais, respiratórios, atividades de limpeza e purificação orgânica e descontração o Pré-Yôga proporciona ao aluno um aumento sensível e imediato na qualidade de vida. Isto ocorre devido ao praticante estar realizando técnicas que criam gerenciamento do stress, desenvolve tônus muscular e flexibilidade, reeducam a respiração proporcionando assim mais vitalidade e energia para o dia a dia.

As técnicas chaves
As técnicas chaves do Pré-Yôga são:
1) Técnicas corporais: São técnicas que atuam intensamente sobre os músculos e articulações. De forma natural e intensa os nossos exercícios promovem um fortalecimento muscular, mobilidade articular e ainda estimulam órgãos e glândulas do organismo. Feitas de uma maneira intensa e poderosa, mas que respeita o ritmo individual de cada praticante, as técnicas orgânicas não devem cansar, mas sim energizar o seu corpo. Promovem uma verdadeira transformação no corpo físico e principalmente despertam a comunicação intra-corporal, ou seja, amplia sua consciência sobre seu próprio corpo.
2) Técnicas Respiratórias: Exercícios iniciais que visam reeducar sua respiração. Iniciando com a maneira correta de se respirar. Chega a ampliar em mais de 70% a capacidade pulmonar. Como nossas emoções estão muito ligadas ao ritmo respiratório, estas técnicas contribuem para uma melhor percepção das emoções e um mergulho nos níveis de consciência. Oxigenam o cérebro e os músculos promovendo raciocínio rápido, criatividade e vitalidade para o dia a dia.
3) Limpeza orgânica: Este conjunto são técnicas que visam desintoxicar o corpo, estimulando o funcionamento correto de órgãos, glândula e plexos. A principal, para o iniciante, são as contrações abdominais, que massageiam órgãos internos. Contribuem para eliminar resíduos alimentares e melhoram o funcionamento dos órgãos digestivos e excretores.
4) Descontração: É o módulo da prática que permite ao praticante assimilar tudo o que foi praticado até aqui. Através da descontração muscular e nervosa aquieta o corpo e a mente deixando que estes absorvam o saudável impacto que as técnicas anteriores criaram. Desenvolvem uma deliciosa sensação de bem-estar, conforto e satisfação.
Todo este conjunto de técnicas preparam o praticante para a próxima etapa, o SwáSthya Yôga. Só então o praticante terá acesso ao mais completo método de Yôga do mundo. Uma verdadeira alquimia interior, que o levará aos Pícaros da Evolução Humana!



Será que estou preparado?
Bom, em primeiro lugar, quem defini isto é o seu instrutor. Se ele achar que está, então é por que está!!! Não adianta achar-se pronto para o SwáSthya se você ainda não conhece o SwáSthya. Da mesma forma, não se ache despreparado para tal método, você ainda não o conhece para avaliar corretamente.
Para que você tenha melhor consciência do que é necessário para passar ao SwáSthya, seguem os objetivos principais do Pré-Yôga. Se você já alcançou tudo isto, então é hora de dar um passo a mais rumo à sua evolução pessoal e seguir aprimorando ainda mais sua qualidade de vida.

Objetivos básicos

Respiração


Abdominal ,Média e Completa


Ritmos


1 2 1 2 - 4seg


1 4 2 – 3 -seg


Rápida Sopro Há
Sopro rápido


Téc. Limpeza
Contração estática ,


Contração dinâmica


Limpeza dos olhos



Téc. corporais


Série Protótipo


Súrya Namaskára


Regra de compensação


Regra de permanência/ repetiç


Regra de segurança


Movimentação Coreográfica


Descontração


muscular e nervosa


Teoria
Leitura do Yôga a Sério
Yôga X Ioga
Angas da Prática ortodox
Escala Evolutiva
Caracterís-ticas do SwáSthya

Não fumar


Alem destes objetivos, você deve, após ler o livro Yôga a Sério - Mestre De ROSE responder um pequeno questionário para esclarecer suas dúvidas e entrar na próxima etapa completamente consciente.
Lembre-se de que ao procurar nossa casa, você procurava Yôga. E é isto que oferecemos! O mais completo método de Yôga do mundo, o Yôga antigo, o SwáSthya Yôga. Se você gostou do Pré-Yôga, vai gostar ainda mais da prática completa do SwáSthya.
Você pode permanecer no Pré-Yôga quanto tempo desejar, mas recomendamos a permanência em torno de 2 a 4 meses no máximo. A partir deste tempo precisaremos de outros recursos para lhe conduzir a resultados ainda melhores, e estes recursos estão presentes no SwáSthya.



O Que o Swásthya Yôga Tem de Tão Especial?

Após algum tempo de prática do Pré-Yôga ( de 1 a 3 meses) você já deve estar preparado para entrar no Universo fascinante do SwáSthya Yôga. A etapa inicial teve por objetivo prepara-te para suportar o empuxo evolutivo que ocorrerá nesta nova etapa. O resultado desse preparo prévio é o reforço da estrutura biológica com um aumento sensível e imediato da vitalidade. Agora no SwáSthya Yôga vamos intensificar este procedimento e conduzi-lo para o despertar de novos estados de consciência, ampliando a lucidez e conduzindo-te ao auto-conhecimento.
Isto será conseguido através de oito feixes de técnicas que são ensinadas em classe. São elas:
1- mudrá (linguagem gestual): gestos reflexológicos feitos com as mãos que tem o objetivo de aquietar.
2- pújá (retribuição de energia); Uma das mais importantes partes da prática, é o momento no qual o praticante se conecta com os arquétipos do yôga antigo.
3- mantra (vocalização de sons e ultra-sons); Aqui trabalhamos a desobstrução dos canais de circulação da bio-energia ( prána) através de sons e ultra-sons.
4- pránáyáma (expansão da bioenergia através de respiratórios); Agora uma nova dimensão das técnicas respiratórias que você havia aprendido. Utilizamos os exercícios com mentalizações para a expansão do práná e a conquista de novos estados de consciência.
5- kriyá (atividade de purificação das mucosas);Uma intensificação das técnicas de limpeza e purificação que permitirão ao praticante um melhor desenvolvimento em todas as técnicas.
6- ásana (técnica corporal); O que você já realizava nas técnicas corporais agora ;e acrescido de respirações específicas, mentalizações e bháva. Isto transformará o seu corpo e o seu progresso nas técnicas.
7- yôganidrá (técnica de descontração); Este é o módulo em que você permite ao seu corpo uma absorção das técnicas anteriores. Acelera o progresso pois permiti ao seu organismo metabolizar de maneira saudável o impacto das técnicas ate aqui realizadas.
8- samyama (concentração, meditação e outros estados mais profundos); O coroamento da prática se dá com as técnicas de concentração e meditação que conduzem à meta do Yôga, o auto-conhecimento.
Por conter este conjunto tão expressivo de técnicas é que o SwáSthya Yôga é considerado o Yôga mais completo do mundo.
O SwáSthya Yôga, dentre outras coisas, tem os seguintes diferenciais:
· O SwáSthya contém em si os elementos constitutivos que fundamentam todas as demais modalidades de Yôga, sendo que o SwáSthya é de tradição muito mais antiga.
· O SwáSthya é extremamente técnico, por isso agrada mais às pessoas dinâmicas, realizadoras e de raciocínio lógico.
· No SwáSthya Yôga, a forma de executar os exercícios é diferente das formas modernas de Yôga. Inspirado nas linhas mais antigas executa as técnicas corporais sincronizadas harmoniosamente, brotando umas das outras mediante passagens extremamente bonitas e que permitem a existência de verdadeiras coreografias.
· Cumpre advertir, no entanto, que SwáSthya Yôga não tem nenhum parentesco com Educação Física. Trata-se de uma filosofia pré-vêdica, pré-ariana e proto-histórica.
Para saber mais leia o Livro; Tratado de Yôga – Mestre DeROSE.

Uma breve história do Yôga em Goiânia

quinta-feira, 31 de julho de 2008





Em 2001 o instrutor Pedro Carrer decidiu deixar a Faculdade de Engenharia mecânica que cursava na Universidade Federal de Uberlândia para se dedicar exclusivamente ao SwáSthya Yôga. Tendo retornado à sua cidade natal, Goiânia, ele retoma o trabalho do SwáSthya em Goiânia, que a mais de 5 anos não contava com um instrutor formado.
Inicialmente as aulas eram ministradas em academias, tal como a Athletics. Locais que ate hoje mantêm as aulas regulares de Yôga para iniciantes.
Em agosto de 2002 foi fundada a Associação dos Profissionais de Yôga de Goiânia, tendo como Diretor Geral o instrutor Pedro Carrer. Situada à rua 87 número 750 próximo à praça do ratinho a Associação promoveu um enorme desenvolvimento do SwáSthya Yôga em Goiânia, formando diversos novos instrutores, dando suporte para a fundação de novas associações, expandido o número de academias, escolas, clubes e parques que oferecem o Yôga à população Goiana.
Sempre nos preocupamos em oferecer não só as aulas de SwáSthya Yôga, mas especialmente promover um ambiente agradável no qual nossos alunos pudessem desfrutar de uma gostosa convivência. Participar de atividades culturais interessantes e a cada dia conhecer ainda mais sobre o fascinante universo do Yôga antigo.
Foi assim que a nossa escola cresceu, se expandiu e hoje está em novo endereço. Agora na rua 10 número 851 no setor Oeste. Um amplo sobrado com uma estrutura maravilhosa para lhe oferecer o que há de melhor em yôga.

Núcleo Cultural Oeste - Yôga em Goiânia



Conheça o melhor do Yôga em Goiânia


O que fazemos
Ensinamos as pessoas a explorarem o seu potencial e se tornarem pessoas melhores em tudo o que fazem.


Como fazemos
Através de um conjunto de técnicas que promovem o auto-conhecimento. Contribuindo para desenvolver mais vitalidade e disposição para a vida diária. Em suma, qualidade de vida!


Nossa Casa
Nossa casa é um ambiente de cultura e bem-estar. Nos diferenciamos, não só pelo serviço de qualidade que prestamos, mas sobre tudo pelo ambiente aconchegante e acolhedor. Um local onde você será muito bem recebido. Poderá interagir com pessoas interessantes, ampliar o círculo de amizades e cultivar a qualidade de vida.
Oferecemos, além das aulas regulares, uma ampla diversidade de atividades extras que geram grande interação dos alunos, instrutores e convidados. Em nossa casa você poderá participar de palestras, cursos e workshops sobre comportamento, gastronomia, etiqueta, história e filosofia oriental.

Nosso Método
O nosso método ensina a explorar o seu potencial, tornando-se uma pessoa cada vez melhor. Através de um conjunto de técnicas você aprenderá a se conhecer, desenvolver mais vitalidade e ampliar a qualidade de vida.
Entre as técnicas aplicadas você aprenderá como respirar melhor, a trabalhar o seu corpo de maneira inteligente, desenvolvendo tônus muscular e flexibilidade. Treinará técnicas de descontração muscular e nervosa, que gerenciam o stress, técnicas de concentração e meditação que ampliam o poder de foco e desenvolvem o auto-conhecimento.
Tudo isso conduz a um sensível aumento de vitalidade que enfim deflagra o auto-conhecimento, meta de nossa proposta filosófica.

A Relação Mestre Discípulo - história mitológica de Ganêsha



Conta a lenda que certa vez, Shiva cansado de suas andanças pelo mundo e decidido a compartilhar o resto de sua eternidade ao lado de sua consorte, Párvatí, decidiu escolher entre um de seus filhos para ser o general de seus exércitos e o senhor da proteção do mundo.
Como ate hoje é costume dentro de algumas artes milenares da Índia, como no próprio Yôga, antes de se passar a incumbência de uma tarefa que se requer tamanha confiança e responsabilidade a um sucessor, se faz uma série de testes que avaliam o real caráter do pretendente.
Assim, Shiva convoca Ganêsha e seu irmão Skanda para uma disputa. Aquele que primeiro completasse a volta em torno de seu mundo seria o senhor protetor e serviria a Shiva nesta tão nobre e sagrada missão.
Skanda era um jovem muito determinado e comandava uma das maiores e melhores legiões de soldados que serviam fielmente a Shiva. Era o esperado para a missão de perpetuar o legado de Shiva e proteger o Universo de todas as hordas de demônios e malfeitores. Já Ganesha era um jovem bem mais novo e com muito menos experiência na arte da guerra, mas que sem dúvida possuía um carisma incomparável com todos os seus servos e também possuidor de uma lealdade inquebrantável a Shiva.
Sem dúvida era uma escolha difícil, pois ambos eram dotados, cada qual a sua maneira, de qualidades que eram essenciais para proteger o mundo.
Skanda organiza todo o seu exército e manda que eles abram o caminho por onde seu senhor General irá passar. Assim ele garante liberdade total para completar a volta no mínimo de tempo possível. E assim acontece, Skanda é extremamente rápido e em pouco tempo já esta de volta aos pés de seus pais, clamando o direito de representá-los no mundo.
Somente então ele percebe que Ganêsha já estava lá, assustado e julgando ser impossível alguém ser mais rápido que ele, Skanda, questiona Ganêsha como ele conseguiu tal feito ao que Ganesha responde.
“- Meu mundo são os meus pais.”
Assim Ganêsha que havia dado a volta em torno de seus próprios pais é nomeado o Senhor da Proteção e até hoje na Índia se reverencia Ganêsha como “O Protetor”.

Lembrando que na relação Mestre/discípulo, estes são tidos como pai e filho, a tal ponto que as tradições mais antigas como o Tantra expõe em seus textos (Tantras) que o ensinamento só deve ser passado de pai para filho, através da tradição oral, o parám-pará. Essa história ilustra bem o relacionamento que se espera entre ambos. O discípulo deve ter o Mestre como o seu próprio mundo, o seu Universo a ser conhecido. É com tal identificação que você deve escolher um Mestre para lhe acompanhar na senda de seu desenvolvimento pessoal dentro do SwáSthya Yôga.
Perceba que a liberdade de escolha é do próprio discípulo, é ele quem decide escolher este ou aquele Mestre, ao Mestre cabe a decisão de aceitar ou não o discípulo de acordo com sua própria avaliação do caráter e índole do pretendente ao discipulado.
Uma vez escolhido o Mestre e tendo sido aceito, vem a parte mais difícil, o real sub-julgar do ego e a abertura para aceitar as transformações que ocorrerão em virtude dos ensinamentos e intervenções do Mestre em sua vida.
Só quando realmente aberto aos ensinamentos do Mestre é que conseguimos uma verdadeira evolução na senda. Obviamente o aprendizado depende muito mais do discípulo muito embora o Mestre em alguns momentos chegue a suspender suas considerações pessoais para dar assistência ao discípulo.
Jamais confunda total dedicação do Mestre em ensinar ao discípulo e a necessidade de uma lealdade inquebrantável com um protecionismo, o que pode incorrer em um comportamento não adequado e quase infantil que se baseia na crença de que o Mestre é o responsável pelo crescimento do discípulo, quando na verdade todo o desenvolvimento esta atrelado à real dedicação do discípulo.
Com relação às qualidades e atitudes esperadas de um verdadeiro discípulo os Tantras enumeram as seguintes:
“O discípulo dever ser nobre, puro, visar o mais elevado objetivo humano, ser um estudioso, habilidoso, focado em se libertar;
Ele dever ser benevolente em relação aos seres viventes, ortodoxo, cumpridor de seus próprios deveres, esforçar-se para ser amorosamente bom com pai e mãe1;
Deve gostar de ouvir o Mestre em assuntos do corpo, fala e mente, livre de conceitos acerca de mestres, posição social, conhecimento, riqueza e assim por diante;
Deve estar preparado para dar sua vida a fim de obedecer às ordens do Guru2, abrindo mão de seus próprios planos e sempre extraindo prazer em trabalhar para o mestre.”
Sháradátilaka Tantra

Especialmente para os praticantes de uma linha Tantrica a relação Mestre discípulo deve ser muito bem observada e preservada. Ocorre que pelo fato do Tantra ser uma filosofia comportamental de características matriarcal, sensorial e des-repressora há um relacionamento muito mais amigável e amoroso entre o Mestre e o discípulo a ponto de se tornarem verdadeiros amigos. No entanto há que se observar um senso de hierarquia e respeito muito valioso. Jamais perca o foco desde relacionamento, ele será sempre o seu Mestre e seus pedidos devem ser sempre acatados com irrestrita dedicação e esforço.
O questionamento compulsivo e as emoções pesadas tais como raiva, cobiça, ilusão,orgulho e inveja atravancam o desenvolvimento. O que se espera de um verdadeiro discípulo é o desejo de aprender e de se transformar. O desejo que o torna capaz de se superar e dedicar com real afinco à sua evolução pessoal. Sem isso, o discipulado não ocorre e o discípulo estará fadado a vivenciar frustração e sofrimento inútil.
Mestre é aquele que interfere em sua vida de maneira a processar uma alquimia e transformar uma existência de chumbo em ouro. É ele o responsável por agir diretamente em sua personalidade e transformá-la, moldando um Yôgin perfeito e altamente capaz de preservar a tradição a qual pertence.





1) Vale a pena lembrar que para o verdadeiro discípulo o Mestre é como pai e mãe.
2) Guru , embora no ocidente, tenha ganho um ar de misticismo muitas vezes de forma pejorativa, é apenas a tradução correta da palavra Professor no Hindi e no Sânscrito. Sendo assim Guru é o professor de música, de linguas, matemática ou outra arte qualquer.

Vairágya - O Despreendimento



Vairágya - O Despreendimento
O Mestre que salva uma mulher


O Brahmachárya é uma das duas filosofias comportamentais ao qual o praticante de Yôga deve seguir. A primeira e mais antiga é o Tantra. Tantra significa ente outras coisas, encordoamento de um instrumento musical, trama do tecido, teia ou a maneira correta de se fazer algo. A filosofia tantrica propõe uma maneira mais descontraída e gostosa de se viver, um comportamento matriarcal, sensorial e des-repressor. Contrário ao comportamento Brahmachárya que é patriarcal, anti-sensorial e repressor, típico das culturas guerreiras. O Tantra surgiu em uma civilização muito antiga , datada de mais de 5000 anos em uma região ao Noroeste da atual Índia. Embora seja mais antigo e por isso mais autêntico dentro do Yôga foi subjulgado pelas invasões arianas as quais os tantricos foram impostos. Sendo assim o tantra se tornou secreto e hoje existem poucas escolas que segue este padrão comportamental. Na Índia existem proporcionalmente cerca de 100 mil vezes mais bramachárya do que tantricos.1
Tal como a maioria dos Mestre na Índia o é, este de nossa história não poderia deixar de ser bramachárya. De sorte que um dia quando ele e seu discípulo fiel atravessavam o rio Gangês eis que uma pequena canoa que ao lado deles seguia vira e derruba uma donzela nas águas turbilhentas do rio. O Mestre não pensa duas vezes e se joga na água na tentativa de salva a mulher.
Após muito esforço e uma boa dose de Kúmbhaka ( retenção da respiração) o Mestre consegue chegar à outra margem do rio e salva a mulher.
O discípulo fica atordoado. “Como meu Mestre teve a coragem de tocar nesta mulher?” Não era para menos, no mesmo dia a poucas horas antes o Mestre falava do perigo que é uma mulher. Dizia ele: “Fuja das mulheres, ela são piores do que carne.” No entanto ali estava seu mestre com uma jovem em seus braços.
Para completar a cena o Mestre ainda teve que fazer uma respiração boca a boca nela. “Ai não, já é demais!!!” Pensou o discípulo.
Para o bramachárya a simples presença de uma mulher no mesmo espaço físico já é uma ofensa. O Tantra já tem um posicionamento bem diferente, ele vê a mulher quase como uma Deusa, capaz de realizar um milagre que nenhum homem é capaz, o milagre da vida.
Durante todo o restante do trajeto o discípulo se calou, não disse uma só palavra, nem se quer quis comer quando pararam para um breve descanso. Ele se remoia todo por dentro pela atitude do Mestre. Como um bom bramachárya ele não falou nada, ficou apenas se remoendo. No final do dia ele já não se agüentava mais, tinha que falar, queria saber como o Mestre foi capaz de tal ato.
Claro, o Mestre nada respondeu. Não se deve questionar um Mestre é ele quem questiona o discípulo. Assim a noite para o discípulo demorou a passar, ele não dormiu um minuto se quer. Só pensava.
Pela manhã foi de novo questionar o Mestre: “Mestre, como foi capaz de tocar naquela mulher?Como podê?” Novamente o Mestre nada disse, apenas retribui a pergunta com um olhar repreensivo. Daqueles em que não se precisa dizer mais nada. E novamente o discípulo fica se amargurando.
Naquele dia o discípulo não fora capaz de aprender nada, de realizar nenhum exercício respiratório, mantra, meditação, nada. Tudo devido ao impensável ato do dia anterior.
A noite, percebendo a frustração do jovem discípulo o mestre foi falar com ele. “Meu bom aprendiz, eu carreguei aquela mulher por alguns segundos para retirá-la da água. E vos que carrega-a ate hoje em seus ombros?”

Esta história ilustra bem o principio do vairágya, despreendimento. Segundo Patáñjali em sua obra Yôga Sútra, existem duas formas de se atingir a meta do Yôga o Samádhi. A primeira, abhyása ( prática diligente) consiste no enérgico afã de conquistar a estabilidade da consciência, ou seja a prática constante, por um longo tempo e com ininterrupta dedicação. A segunda é o vairágya ( despreendimento) este consiste em subjulgar a compulsão pelas dispersões, aprender a desligar-se e viver o momento presente.
Inúmeras vezes o praticante iniciante senta para iniciar o seu sádhana e não consegue se desligar de fatos acontecidos no dia anterior ou mesmo de fatos que ainda estão por vir. Perdem um tempo precioso de auto-conhecimento com pensamentos fúteis que não irão resolver em nada o passado e nem mesmo moldar o futuro, uma vez que estes pensamentos serão entrecortados com o desejo de se concentrar e vivenciar a prática que ali está sendo conduzida.
Outras vezes é a nossa reação aos desafios que nos impede de progredir. Temos a oportunidade de nos superarmos, conhecermos nossos limites e tentar nos aperfeiçoar a cada prática, no entanto, alguns não aceitam suas limitações e desencadeiam uma avalanche de emoções que impedem o desenvolvimento e ainda intoxicam o corpo emocional com detritos de tais emoções pesadas.
Vairágya, é aprender a deixar as coisas acontecerem, aceitar os limites, os desafios. É ter consciência de que as suas limitações devem ser superadas aos poucos e não da noite para o dia. É saber que cada indivíduo tem um limite próprio e não querer se comparar a ninguém a não ser consigo mesmo.
Por tanto ao sentar para o seu sádhana, desligue-se. Esqueça o passado, o futuro. Se dê ao luxo deste breve lapso de tempo. Não se preocupe com o colega ao lado, com o professor, com ninguém. Olhe para dentro, sinta-se. Vivencie a delicia de se fazer SwáSthya Yôga!

Ôm - Simbolo Universal do Yôga

quinta-feira, 26 de junho de 2008


O que é o ÔM


ÔM é o símbolo universal do Yôga, para todo o mundo, todas as épocas e todos os ramos de Yôga. Entretanto, cada Escola adota um traçado particular que passa a ser seu emblema. Uns são mais corretos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns são iniciáticos, outros, profanos. Isto pode ser percebido por um iniciado pela simples observação da caligrafia adotada, ou então prestando atenção.
Aquele desenho semelhante ao número 30 que aparece em quase todos os livros e entidades de Yôga, é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M (fonema au + m). Pronuncia-se ÔM. Um erro comum aos que não conhecem Yôga, é pronunciar as três letras “AUM”. Traçado em caracteres, é um yantra. Pronunciado, é um mantra. Há inúmeras maneiras de pronunciá-lo para se obter diferentes resultados físicos, energéticos, emocionais e outros.
Cada linha de Yôga adota um desenho típico do ÔM que tenha a ver com os seus objetivos, o qual passa a constituir símbolo seu. Por essa razão, não se deve utilizar o traçado adotado por uma outra Escola: por uma questão de ética e também para evitar choque de egrégoras.
Se você pratica Swásthya Yôga e identificou-se com o que expomos, sem dúvida você é dos nossos. Isso o autoriza a utilizar o nosso traçado do ÔM para concentrar-se e meditar, bem como a portar nossa medalha. Só não pode usar o ÔM antes da assinatura, como fazem os graduados e instrutores, enquanto não aprender a forma correta de traçar e enquanto não obtiver autorização do seu Mestre para incorporá-lo dessa maneira ao seu nome.



A Medalha com o ÔM
Sendo objetivo da nossa linhagem perpetuar a autenticidade do Yôga Ancestral, assumimos um desenho do yantra ÔM reproduzido fotograficamente de um texto antigo encontrado em Rishikesh, nos Himalayas. Nenhum desenhista ocidental tocou nesse símbolo. Ele se mantém original como a orientação do nosso Yôga. Dessa forma, se você quiser seguir a nossa tradição, está autorizado a utilizá-lo, mas com a condição de que o reproduza fotograficamente ou escaneado, para não alterar sua minuciosa exatidão.
Enquanto você não receber a Iniciação, poderá utilizar o ÔM portando a medalha com o ÔM ao pescoço, mantendo sua vibração perto do vishuddha chakra, o centro de força da garganta.
Quando o leigo manda executar uma medalha com o ÔM normalmente incorre em alguns erros. Para evitá-los, atente ao seguinte:
a) o ÔM não deve ser recortado ou vazado, pois se for feito assim, ficará virado com freqüência, apresentando o ÔM invertido, isto é, sua antítese em termos de simbolismo, conseqüentemente, com efeitos opostos;
b) habitualmente os profissionais que executam o ÔM não entendem nada do símbolo que estão tentando reproduzir e terminam por cometer erros grosseiros, muitas vezes fazendo desenhos de mau-gosto e que perdem a característica original, anulando seus efeitos positivos.
Por essas razões a União Nacional de Yôga mandou cunhar uma medalha em forma antiga, tendo de um lado o ÔM circundado por outras inscrições sânscritas; e do outro lado o ashtánga yantra, símbolo de proteção do Swásthya Yôga.
Mesmo na Índia as pessoas nos perguntam onde conseguimos uma peça com essa autenticidade tão marcantemente estampada. Quando tiramos a medalha do pescoço e lhes presenteamos, comovem-se, seus olhos ficam úmidos e agradecem duas ou três vezes. Anos depois, se nos reencontramos, vemos que ainda a estão usando e que lembram-se do nosso nome.
Graças à medalha, as pessoas estão o tempo todo se descobrindo, encontrando-se, conhecendo-se, ampliando seu círculo de amizades nos aeroportos, nos trens, nos ônibus, nos teatros, nos shows, nas universidades. Yôga significa união. Pois a medalha com o símbolo do Yôga está cumprindo muito bem essa proposta de unir as pessoas afins!




Texto extraido do livro "Tratado de Yôga"- Mestre DeRose