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1/2 cheio ou 1/2 vazio?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Copo meio cheio ou meio vazio?

Você deve conhecer bem este velho teste. Olhando para um copo em que a água esteja pela metade, qual a sua visão? Ele está meio cheio ou meio vazio? A resposta indica o grau de otimismo da pessoa.



Aquele cujo copo está sempre meio vazio, provavelmente seja uma pessoa que tenha o hábito de olhar a vida e os acontecimentos por uma ótica pessimista e inconformada. Já aquele para quem o copo sempre meio cheio, provavelmente, tenha maior otimismo.


Recentemente, percebi que esta abordagem tem alguns detalhes importantes a serem observados para que cheguemos a uma resposta mais coerente. Simplesmente dizer que está meio cheio não basta. É preciso ir além e observar outras coisas importantes. Dizer que está meio vazio, também não basta. Há outras variantes importantes nesta equação.


Em Nossa Cultura aprendemos alguns conceitos interessantes que nos fazem perceber a vida por outros ângulos. Estes, nos apresentam horizontes muito mais amplos e a capacidade de ver a vida muito além do certo ou errado. Cheio ou vazio. Preto ou branco. (assista a entrevista do Mestre DeRose e veja como ele expõe este conceito)


Trazendo para a prática do Nosso Método, ou mesmo para a nossa vida (aliás, a prática na verdade é apenas um treinamento para a vida), o copo representa a prática (vida) e o seu conteúdo, qualquer fato, circunstância ou mesmo a vida como um todo. A observação e o julgamento que damos ao copo revela a nossa percepção, nossa atitude.


Assim, vamos olhar por outro prisma este copinho.


O primeiro conceito que o Nosso Método nos apresenta denomina-se Sântosh, que traduz-se como contentamento. Ele nos ensina a arte de extrair de todas as circunstâncias e situações uma gostosa sensação de bem-estar e satisfação. Este sentimento deve estar presente em todos os momentos da prática e mesmo em cada instante de nossa vida.


Assim, olhando para o copo o primeiro passo é desenvolver o sentido de satisfação pelo que ele nos apresenta. Não importa se ele esta apenas pela metade, o importante que você se sinta bem, que esteja satisfeito com o que tem dentro dele.


Sendo um pouco mais objetivo. Na prática por exemplo, não importa se você ainda não consegue encostar a cabeça no joelho enquanto faz uma flexão para frente, o importante é que aquele instante seja agradável. O que mais interessa na prática é que seja gostoso estar ali. Encostar a cabeça ou não será mera conseqüência. Na vida é a mesma coisa. Não importa, por exemplo, se sua casa é pequena ou grande, seu carro velho ou novo. O importante é estar satisfeito e feliz com o que tem. Do que adiantaria ter um carro novinho, último modelo, se você não se sentir bem e não estiver feliz?


Neste ponto você deve estar pensando: “Mas daí não estaríamos sendo acomodados?” É exatamente este o problema de simplesmente olharmos o copo pelo ponto de vista “meio cheio”. Ele nos leva a uma acomodação e aceitação passiva do que nos é apresentado. E ai? O que fazer?
O Mestre DeRose, ao nos expor este conceito no código de ética do Yôgin, que se encontra no seu livro Tratado de Yôga, apresenta um preceito moderador. Este preceito diz que embora desenvolvamos a habilidade satôsha, isso não deve conduzir a uma estagnação. É importante que continuemos atentos para um constante crescimento. Esta busca por uma evolução constante pode ser entendido através de outro conceito presente no mesmo código de ética.


Ele se denomina Tapas que significa auto-superação. Tapas pode ser melhor entendido como esforço sobre si mesmo. Representa a constante e permanente busca pela perfeição. Um esforço eterno para a cada dia se tornar melhor.


Agora sim, podemos entender bem o copo. Que ótimo que ele esta pela metade, mas ainda não esta 100% completo, então, tenho que continuar até enchê-lo completamente.
Na vida isto se traduz em dar o melhor de si em um trabalho, uma tarefa ou em qualquer outra coisa e desenvolver satisfação pelo que alcançou. Mas com a seguinte postura: “da próxima vez posso fazer ainda melhor.”


Precisa dizer algo quanto a prática?


É a mesma coisa. Dê o seu melhor em cada sádhana (prática) contente-se e desfrute o prazer de cada técnica. Mas da próxima vez você fará ainda melhor.


Como nos ensina o Mestre DeRose: “Foi bom, mas pode ser ainda melhor.”


Isso é parte do Nosso Método. Comece a olhar tudo o que você faz em sala de aula como um treinamento para a vida. Leve o que aprendeu de si mesmo com as técnicas para o seu dia-a-dia.


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