
Você já parou para pensar no quanto é influenciado pela mídia? Mas será que o que recebemos pelos meios de comunicação é mesmo verdade?
Quanto às propagandas, só os mais ingênuos é que levam a sério o que a televisão mostra. Será que as empresas de marketing não percebem a palhaçada a que estão nos submetendo? E o pior, é que muitas vezes a tal propaganda dá resultado. Ou seja, realmente somos influenciados.
Um exemplo clássico de propagandas totalmente fora de contexto são as de cerveja. Geralmente tem-se uma (ou várias) mulher bonita, sexy ou então um grupo de amigos cujo motivo para estarem juntos nada mais é do que a cerveja. Parece que no fundo a intenção é mostrar que o cara só conseguirá namorar uma mulher bonita, ou só será bem vindo a um grupo se ele beber todas. Resultado: muitos jovens acreditam mesmo nisso. As mulheres entram no jogo, saem especialmente para beberem e depois reclamam que os homens de hoje só sabem beber.
Ainda bem que existem milhares de praticantes da Nossa Cultura para provarem que tudo isso é balela, e que podemos sim ser feliz com a cara limpa.
Mas nosso assunto é outro... As reportagens.
Quando vemos uma propaganda, na maior parte das vezes, mantemos o desconfiômetro ligado e passamos por um filtro as informações recebidas. Mas quantos realmente filtram as informações que recebem através de reportagens?
É importante lembrarmos que as reportagens passaram por muitas pessoas antes que pudessem ser veiculadas e chegar até nós e que em 99% das vezes não chega de maneira verdadeira. É comum inclusive sermos manipulados pelas notícias. Notícias forjadas, mascaradas, sensacionalista ou simplesmente supostas verdades. Podemos aqui citar muitos casos, um deles o do casal que foi acusado de molestar crianças em sua escola infantil, depois que faliram, descobriu-se que foi tudo uma armação para destruir os dois. Outro mais recente é o da epidemia do vírus H1N1, conheço pessoas que deixaram de ir o shopping, de ir a supermercados devido ao medo. A questão é que foi muito alardeado o numero de óbitos pela nova gripe, mas não se tinha o interesse de noticiar o numero de mortes relacionados á gripe comum, que era muito maior e tem a mesma forma de transmissão. Alem disso a mídia e os gestores da Saúde se preocuparam tanto com a nova gripe que se esqueceram de manter as campanhas de prevenção de outras doenças e hoje batemos recordes de infecções pela dengue. Hoje praticamente nem se fala mais no vírus, voltou a falar devido a vacinação e colocaram vários outdoors pela cidade falando em prevenção. Na verdade o vírus continua existindo, só que agora tão forte como uma gripe comum, o que já era esperado pelos especialistas. Era mesmo preciso tanto alarde? A informação neste caso era muito importante, mas não o sensacionalismo.
Sem falar nas supostas quedas da bolsa de valores para manipular a compra e venda de ações, nas incessantes reprises de matérias sensacionalistas tais como acidentes, crimes e outras. Em um mês é um acidente aéreo, no outro um deslizamento, no outro um terremoto. E quando vem o próximo, os anteriores são deixados de lado como se agora já não importassem mais.
Não critico as notícias como um todo, elas são importantes. Critico a insistência desnecessária e sensacionalista, a falta de profissionalismos de muitos repórteres e editores que publicam qualquer coisa, sem verificar a credibilidade da informação.
Parece que os repórteres não possuem noção do quanto influenciam as pessoas e o quanto eles podem contribuir para edificar boas coisas ou para destruí-las.
Para nós, fica o axioma número 1 do SwáSthya: Não acredite.
Sempre que ler ou ouvir algo, não acredite. Antes de tomar aquilo como verdade absoluta verifique, se informe mais. Muitas vezes verá que as coisas não são bem assim como você havia visto.
Há alguns dias recebi um telefonema de uma editora de revista interessada em publicar uma matéria e um anúncio sobre Yôga. Uma repórter de sua equipe havia escrito um texto falando sobre o Yôga para homens e ela procurava agora alguém para anunciar. Um turbilhão de questionamentos passou pela minha cabeça: Ela fez a matéria, de onde ela tirou a informação? Se foi de alguma escola ou livro, porque o próprio professor entrevistado não fez o anuncio?
Perguntei à editora se poderia saber o conteúdo da matéria. Era óbvio que não iríamos expor nosso nome junto a uma reportagem incoerente com nosso trabalho. Sem excitar ela me enviou a matéria. Quando li me assustei. O texto era uma verdadeira barafunda, do início ao fim só falava de terapia. Não tinha se quer uma frase que prestasse uma informação mais clara, era só apelação para benefícios.
Perguntei à editora se poderia saber o conteúdo da matéria. Era óbvio que não iríamos expor nosso nome junto a uma reportagem incoerente com nosso trabalho. Sem excitar ela me enviou a matéria. Quando li me assustei. O texto era uma verdadeira barafunda, do início ao fim só falava de terapia. Não tinha se quer uma frase que prestasse uma informação mais clara, era só apelação para benefícios.
Fiz uma carta mostrando a ela os erros na matéria escrita e apontando soluções que tornariam o texto mais sério e até mesmo mais interessante, pois chamava a atenção para algo diferente do tradicional texto apelativo. No fim de muita conversa, conseguimos melhorar 100% o texto e ele foi publicado.
Agora imagine se não tivéssemos a oportunidade de ler este texto antes. Ele seria mais um a gerar mais desinformação.
Por isso insistimos tanto para nossos alunos serem mais seletivos e buscarem informações em fontes fidedignas. Quanto à Nossa Cultura, temos dezenas de livros publicados e mais um tanto de livros de autores de outras linhas mais que são sérios.
Segure o impulso de sair lendo tudo o que encontrar. Aprenda a selecionar melhor. É melhor reler um bom livro para assimilar mais o conteúdo do que sair lendo um monte de besteiras por ai.
Observação: Ontem conversando com alguns alunos observamos mais um claro relato do que disse aqui. Os jornais de nossa cidade têm falado insistentemente há quase uma semana sobre o alto índice de infecções hospitalares que tem havido no Hospital de Urgência de Aparecida. Quem assiste as reportagens fica com a impressão de que isso é uma novidade, que está acontecendo só neste hospital, que o hospital foi irresponsável em não tomar providências. Mas a verdade está bem distante. Os próprios médicos do hospital já haviam solicitado a interdição da UTI junto a Secretaria e a Vigilância, mas não foram atendidos. As infecções não acontecem só neste hospital em particular, acontecem em praticamente todos os demais hospitais, a diferença é que a maioria não tem um médico responsável pelo levantamento dos dados para análise e assim não sabem nem mesmo dizer se houve ou não casos de infecção. É há muita coisa por traz de uma reportagem, temos mesmo que manter um senso crítico bem apurado.
Alguns dados foram inseridos com o auxilio da Dra. Renata Bernardes.
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