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Sobre a Lealdade Inquebrantável

quarta-feira, 4 de novembro de 2009


A história dos sikhis e os grandes leões


"Reserve um lugar proeminente para a lealdade e a sinceridade." autor desconhecido


O SwáSthya Yôga é a sistematização do Yôga mais antigo, o Yôga Pré-Clássico. Esta sistematização foi feita na década de sessenta pelo Mestre DeROSE baseado nos fundamentos e técnicas deste Yôga mais antigo, o DakshinacharaTántrika-NiríshwaraSámkhya Yôga, isto é um Yôga de raízes no Tantra (filosofia comportamental de características matriarcal, sensorial e desrepressora) e no Sámkhya (filosofia teórica especulativa de característica naturalista). A este resgate e codificação deu-se o nome SwáSthya que em sânscrito significa auto-suficiência, saúde, bem-estar, conforto e satisfação.

Nosso método é composto por oito características essenciais, são elas:
1) Prática extremamente completa, integrada por oito modalidades de técnicas;
2) Codificação das regras gerais de execução;
3) O Resgate do conceito arcaico de seqüências encadeadas sem repetição;
4) Direcionamento a pessoas identificadas com esta proposta;
5) A valorização do sentimento gregário;
6) A seriedade superlativa;
7) A alegria sincera;
8) Uma lealdade inquebrantável.

Para conhecer melhor cada uma delas, recorra ao livro Tratado de Yôga – Mestre DeROSE.
Uma destas características é essencial em nossa prática, a lealdade inquebrantável.
Lealdade é uma atitude que esta no íntimo de todo ser - humano e que se expressa especialmente em momentos de maior pressão. É a lealdade da mãe ao defender um filho ate as últimas circunstâncias, do torcedor ao seu time mesmo quando este está péssimo no campeonato.

A lealdade é o que nos leva a agir em defensa daquilo que acreditamos lutarmos contra tudo e contra todos para exaltar o que amamos.

No SwáSthya desenvolvemos cada dia mais este sentimento de lealdade e gratidão a todos aqueles que estão a nossa volta. Lealdade aos familiares, aos amigos, aos colegas de prática, ao instrutor, ao Mestre, ao próprio Método, aos alunos, aos fornecedores e a tudo aquilo que aprendemos.

Com relação à lealdade ao Yôg , ela representa o compromisso de assumir uma atitude de respeito ao que nos é ensinado, buscando perpetuar de maneira precisa a nossa tradição. Sem deturpar, sem simplificar, sem acrescentar nem suprimir nada.


Muitas vezes para preservarmos este aspecto precisamos deixar de lado o nosso próprio ego, reconhecer nossas limitações quanto ao entendimento desta cultura e assim transmiti-la tal qual aprendemos. É nesta atitude de preservar um conhecimento e seguir exatamente o que o Mestre nos ensina, sem simplificar pelo nosso “achismo” que reside a verdadeira lealdade.


Deixe-me contar uma história que mostra um lado importante da lealdade.


Certa vez os Sikhis, estavam em uma grande fuga pela Índia. Seu grupo que outrora fora numeroso e muito bem estruturado, encontrava-se agora quase falido. Dos poucos seguidores que ainda restavam muitos se tornaram apáticos e incapazes de lutar pela causa. A situação era de tal maneira complicada que de um lado eram perseguidos pelos inimigos religiosos e por outro estavam apáticos e não conseguiam trazer novos adeptos.


Então o líder deles convida a todos para uma palestra que iria transforma a vida de todos eles. Ao chegar na hora, uma grande tenda branca é armada, dentro dela ninguém podia entrar, estava vedada e nada se via lá dentro.


A palestra começa com os ritos tradicionais da cultura e em seguida o grande líder vai ate a frente e diz:


-“Aquele que está disposto a dar a vida pela nossa causa levante a mão!”


Alguns braços se erguem. Ele então escolhe um dos discípulos mais próximos a ele e a quem ele tinha um grande apresso. O jovem é levado à cabana, alguns segundos depois o Líder volta com sua espada em punho toda ensangüentada e repete:


-“Aquele que está disposto a dar a vida pela nossa causa levante a mão!”


Assustados, os discípulos se olham. Desta vez alguns poucos braços se levantam.


O Mestre novamente escolhe um, leva para dentro da tenda e em pouco tempo volta com a espada ainda mais ensangüentada. Repete novamente a pergunta:


-“Aquele que está disposto a dar a vida pela nossa causa levante a mão!”


Agora poucos levantam o braço. O processo se repete.


Assim o medo pela própria vida foi se instalando entre os seguidores e cada vez menos pessoas se dispunham a dar a vida pela causa.


Em determinado momento ninguém mais levanta a mão. O Líder repete a pergunta algumas vezes para se certificar que ninguém mais seria capaz de dar a vida pela causa. Então ele abre a tenda e .... todos os que tiveram a coragem para enfrentar a própria morte estavam lá. Vivos e com uma espada em mãos.


O Líder os chama diante do grupo todo e diz:


“-Estes são os Leões de nossa causa, aqueles que tem coragem de dar a vida, a eles cabem a partir de agora a perpetuação de nossa cultura. Eles serão aqueles que os defenderam de todos os ataques a nós.”


Assim estava criada a linhagem dos sikhis que se tornariam os maiores guerreiros na Índia, assumindo mais de 70% do exercito Indiano.


Assim como os guerreiros sikhis, temos que estar dispostos a lutar com coragem e combatividade para defender nossa linhagem, nosso Método, nosso Mestre.


No caso do SwáSthya este combate ocorre de forma elegante, conforme mostrei no capitulo anterior. Precisamos sim assumir a postura de defensores, e difundir aquilo que aprendemos dentro do SwáSthya Yôga.


É muito triste vermos a atitude de um aluno de concordar ou aceitar colocações de terceiros que firam nossa honra e não nos defender. Pior será quanto mais adiantado for o praticante, pois mais capaz ele é de testemunhar a nosso favor. Por outro lado, é muito bonito vermos pessoas que não só nos elogiam para nós mesmos, mas que o fazem para as pessoas a sua volta. É gratificante vermos um aluno ensinando a um mais novo, ou a um colega ainda não praticante.Esta atitude de orientação aos iniciantes e não praticantes, é o maior pújá* que podemos ofertar ao Mestre.


Às vezes o aluno pensa não ser capaz de ensinar a outro aluno, ou simplesmente se acovarda por medo ou timidez. Isso não pode acontecer, todos que praticam são capazes de ensinar algo a um mais novo. Mesmo uma orientação mais simples como por exemplo, educar o iniciantes a não andar descalço pela casa já é um pújá pois esta desenvolvendo no iniciante o germe do respeito e do cuidado com o local de práticas.


O aluno muitas vezes possui mais força do que o próprio instrutor para transmitir este sentimento de respeito e lealdade aos mais novos. O aluno novo percebe que o carinho, o cuidado e especialmente a lealdade com o Yôga não é algo restrito aos instrutores e sim a todos os praticantes. Com isso perceberá mais facilmente que ele também é responsável pela herança que esta recebendo.


Tenho testemunhado a força de um aluno antigo sobre os mais novos. O que o antigo disser e fizer os mais novos aprenderam.


Uma escola que possui este cuidado com a lealdade ao Método e consegue desenvolver o mesmo sentimento nos alunos, que por sua vez irão desenvolver nos mais novos, entra em círculo virtuoso de crescimento. Um crescimento não só quantitativo mais principalmente qualitativo.
Esta lealdade é um dos aspectos mais importantes de nossa escola, conforme diz Sérgio Santos:
“Sem dúvida, nossas identidades serão esquecidas e se extinguirão no pó da bibliografia terrestre mas certamente, permanecerá viva a essência de um dos mais preciosos legados de sabedoria já revelados à Humanidade: o SwáSthya Yôga.”



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