Bela definição de Aristóteles para a felicidade. Observe o contraste entre riqueza e virtude apresentado, estão concatenados mas apenas o primeiro não basta para a superlativa felicidade.
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" Todos vemos que não é pelos bens exteriores que se adquirem e conservam as virtudes, mas sim que é pelos talentos e virtudes que se adquirem e conservam os bens exteriores e que, quer se faça consistir a felicidade no prazer ou na virtude, ou em ambos, os que têm inteligência e costumes excelentes a alcançam mais facilmente com uma uma fortuna medíocre do que os que têm mais do que o necessário e carecem dos outros bens.
Por pouco que nos atentemos a isso, a razão basta para nos convencer. Os bens exteriores são apenas instrumentos úteis, conforme seu fim, mas semelhantes a qualquer outro instrumento, cujo excesso necessariamente é nocivo ou, pelo menos, inútil a quem os manipula.
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A felicidade é muito diferente da boa fortuna. Vêem-nos da boa fortuna os bens exteriores, mas ninguém é justo ou prudente graças a ela, nem por seu meio.
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Quanto a economia, observo que é impossível viver comodamente, ou mesmo simplesmente viver, sem o necessário. Por tanto, como os bens fazem parte da casa, os meios de adiquirí-los também fazem parte do governo doméstico"
A poltica - Aristoteles

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